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segunda-feira, outubro 10, 2011

Goiás

PACTO PELA EDUCAÇÃO

Jornal OPÇÃO desta semana, dá destaque a reforma educacional.

Assunto é tema da coluna Ideias. Confira:
Projeto de Thiago Peixoto poderá realizar uma reforma profunda no Estado de Goiás

Fui convidado para participar, na Cidade de Goiás, da apresentação do projeto Pacto pela Educação, feita pelo secretário dessa pasta, o deputado federal Thiago Peixoto. Acompanho a atuação dessa secretaria há aproximadamente 20 anos e nesse período já tive inúmeras reuniões com as equipes das secretarias anteriores, discussões em grupos de estudo, eventos com a participação maciça de professores da rede estadual, discussões sobre matriz curricular, sobre bibliografia etc.

O primeiro aspecto positivo que merece destaque é a decisão de não realizar a apresentação do projeto só em Goiânia, mas sair da capital, convidar membros da sociedade civil organizada para, junto com professores e trabalhadores da rede, ouvirem e discutirem o projeto explicado detalhadamente pelo seu responsável, o próprio secretário.

O projeto tem cinco eixos norteadores, cinco “pilares”, como disse Thiago Peixoto. São eles: (1) valorizar e fortalecer o profissional da educação, (2) adotar práticas de ensino de alto impacto no aprendizado do aluno, (3) reduzir significativamente a desigualdade educacional, (4) estruturar um sistema de reconhecimento e remuneração por mérito e (5) realizar uma profunda reforma na gestão e na infraestrutura da rede estadual de ensino.

Naturalmente, não tenho espaço aqui para fazer uma análise de todos os aspectos do projeto, mas, antes de tecer algumas reflexões gerais, devo dizer que a estratégia do secretário é a correta. Com efeito, uma vez que ele fora apresentado nas suas linhas gerais, foram formados cinco grupos de discussão, um para cada “pilar”, a fim de que, a critério de cada um dos presentes, se escolhesse um para fazer propostas, observações críticas ou aprofundamentos sobre o projeto. Pelo visto, isso será feito em todas as subsecretarias regionais do Estado e seu impacto pode ser realmente profundo.

Pela forma como foi apresentado, então, um ponto a favor do projeto é que ele pretende, em torno dos eixos centrais, ser desenvolvido, aperfeiçoado e completado por aqueles mais diretamente interessados na melhora da educação do estado: professores, coordenadores de escola, tutores, trabalhadores da rede, subsecretários, professores universitários e, como disse, outros membros da sociedade civil organizada.

Já entrando nos detalhes do projeto, penso que ele acerta em começar pelo fundamental, a valorização e fortalecimento do profissional da educação. Na ementa desse primeiro eixo se afirma que os professores “merecem e devem ser reconhecidos por meio de ações como o pagamento do piso salarial nacional e a melhoria na carreira de modo a torná-la mais atrativa”, entre outros objetivos. 



Não posso deixar de dizer que o projeto põe em primeiro lugar o que, de fato, está na base do problema: valorizar os profissionais da educação da única forma efetiva, o que se consegue, também, por meio de uma melhora salarial. Mas o projeto também pretende outras ações, como a reforma e adequação da infraestrutura das instalações e a aquisição das novas tecnologias que estão sendo utilizadas atualmente. 


De forma correta, o secretário Thiago Peixoto viu que o aumento do salário não resolve nada se não há uma reforma da própria concepção do que é ambiente escolar e o próprio ensino. Os prédios não só devem ser reformados, mas devem ser adequados às novas tecnologias educacionais e a uma filosofia da educação mais realista e eficiente. 


No projeto se contempla a aquisição de notebooks para professores e estudantes da rede, entre outras ações de incentivo a professores, estudantes e à própria escola, como provê-la de acesso à internet.

Outro aspecto de importância fundamental está no terceiro eixo, que pretende “reduzir significativamente a desigualdade educacional”. Uma das formas de fazê-lo é por meio do Programa de Suporte às Escolas Vulneráveis. 



A ideia de fato é louvável, porque a diversidade regional implica em diferença de condições e, sem dúvida, escolas de periferia, do interior, ou muito afastadas de cidades pequenas, não podem ser tratadas igual às escolas da capital ou de cidades com melhores condições de vida.

Escutei atentamente o secretário na apresentação do projeto e participei ativamente num dos grupos de trabalho. Fiquei realmente muito entusiasmado pelo projeto e parabenizo o deputado Thiago Peixoto pela iniciativa. Vou terminar com uma frase feliz dita por ele no final da reunião, que espero que seja o que realmente ocorra com a educação do Estado: “transformar o problema de poucos em compromisso de todos”.

Gonçalo Armijos Palácios
Publicado no Jornal Opção na edição 1892 de 9 a 15 de outubro
Fonte: Ascom Seduc

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