As 7 Maravilhas da Natureza eleitas pela New7Wonders

As 7 Maravilhas da Natureza eleitas pela New7Wonders
A América do Sul ganhou com a Floresta Amazônica e a Foz do Iguaçú

quarta-feira, outubro 19, 2011

Goiás

EntrevistA


Secretário Thiago Peixoto detalha próxima etapa do Pacto Pela Educação

Esse e outros assuntos você confere no material publicado no último domingo, 16 no Diário da Manhã.
A Educação em Goiás vive um momento único: a sociedade foi chamada a participar e a contribuir com um projeto amplo como o da reforma educacional, cujas diretrizes foram lançadas em setembro pelo governador Marconi Perillo e pelo secretário Thiago Peixoto. E detalhe: quem reconhece isso são integrantes do próprio sindicato dos professores que, nas discussões da reforma nas subsecretarias regionais, discursaram, apresentaram propostas e ressaltaram que, no passado, não tiveram este tipo de oportunidade.

Após debater as diretrizes da reforma nas 38 subsecretarias regionais de Educação para colher ideias, críticas e sugestões, Thiago e os técnicos da secretaria trabalharão agora pelo aprimoramento do plano de reestruturação da rede pública estadual. É o chamado Pacto pela Educação. Um pacto que irá mudar os destinos da educação goiana. O Diário da Manhã entrevistou o secretário sobre este e outros assuntos:

Diário da Manhã - De que forma as discussões do Pacto Pela Educação no interior contribuíram com o plano de reforma?


Thiago Peixoto –
 Com um plano tão amplo como esse, precisávamos agora, depois de lançar as diretrizes das mudanças, juntar as peças que irão dar um novo rumo à Educação em Goiás. E queríamos fazer isso de uma forma democrática, dando voz àqueles que convivem diariamente com a realidade das escolas. Por isso, surgiu a ideia de percorrer todas as 38 subsecretarias regionais com o objetivo claro de colher opiniões, acatar críticas e ouvir sugestões. E apareceram muitas ideias boas nesses encontros.

DM - O sr. destacaria alguma?


Thiago -
 A sugestão de se criar outras estratégias para ampliar a valorização do profissional da educação para os servidores administrativos foi praticamente unanimidade e é uma ideia bastante válida, já que esses profissionais têm papel importante no contexto escolar [a reforma já prevê a extensão do programa Reconhecer a estes servidores]. Outra boa sugestão foi a de ampliar o benefício aos alunos que mais se destacarem em nossas escolas. 

Além da poupança para o aluno [iniciativa que também está prevista na reforma], a proposta apresentada é que o Estado também conceda bolsa universitária aos melhores, incentivando esses alunos a continuar seus estudos e a passar para o ensino superior. A partir de agora avaliaremos tudo o que foi proposto e o que poderá ser colocado em prática.

DM - Uma das principais diretrizes da reforma educacional é a valorização do professor. Em relação a este tema, o que está previsto?


Thiago -
 O pagamento do Piso Salarial em Goiás é compromisso deste governo. Desde o início do ano temos buscado alternativas para a obtenção dos recursos financeiros suficientes para cumprir a lei do piso. Há cerca de um mês, inclusive, o governador se reuniu com toda sua equipe econômica para enfatizar que essa questão é prioridade número um do Governo do Estado. 

Teremos uma solução definitiva muito em breve. O professor merece e precisa desta solução. Olha, eu e o governador Marconi Perillo acreditamos muito no poder transformador da Educação, acreditamos muito que a rede pública como um todo pode e vai colher bons frutos, e acreditamos, principalmente, no potencial de cada um dos mais de 33 mil professores que trabalham nas escolas estaduais. 
Temos a plena convicção de que cada um sabe o quanto é importante na vida dos alunos. Logo, merecem e devem ser reconhecidos e valorizados.

DM - A meritocracia parece ser uma marca deste governo. De que forma ela alcança a Secretaria da Educação?


Thiago – 
Primeiro, é preciso dizer que todas as gerências da Secretaria da Educação fizeram parte do processo de meritocracia, que escolheu os profissionais mais capacitados para essa função. Inovamos também na escolha dos diretores de escolas: um dos critérios para que ele pudesse concorrer à eleição em sua unidade foi passar por um curso de capacitação e fazer uma prova. 

Se aprovado, estava apto a disputar a eleição. E isso sem falar no programa Reconhecer, que irá conceder bônus de R$ 1,5 mil ao professor que não faltar à aula, além de outros critérios.

DM – E em se tratando da reforma educacional...


Thiago –
 A meta é estruturar um sistema de reconhecimento e remuneração por mérito, que, aliás, é o pilar estratégico de número 4. O professor que se esforça precisa ser destacado de alguma forma. Sempre digo que não faz sentido que o bom professor, que inova e transforma a realidade de sua escola, receba o mesmo que aquele outro profissional que por diversas razões não se dedica como esse primeiro.

DM – Esses benefícios são apenas para os professores?


Thiago –
 Olha, a reforma prevê uma série de premiações como reconhecimento aos esforços individuais e coletivos nas escolas. Para reconhecer o trabalho em equipe, a partir dos resultados alcançados pelos estudantes e também pelos avanços identificados numa escola, já lançamos o Prêmio Escola. 

Esse prêmio recompensará financeiramente em até 40 mil reais aquelas unidades de ensino que conseguirem atingir as metas estabelecidas pela Seduc. Penso que esse é um estímulo para que todos na Educação sempre queiram melhorar. Instituímos, também, a Poupança Aluno, para estimular e reconhecer os estudantes com melhor desempenho.

DM – Por que as escolas estaduais estão, rotineiramente, passando por avaliações? Qual o objetivo?


Thiago –
 É preciso entender onde estamos para saber para onde vamos. Diagnósticos são essenciais, imprescindíveis. As avaliações nacionais são importantes e continuarão a ser feitas, para composição dos índices nacionais. Mas, sentimos no início da nossa gestão, a necessidade de acompanhar o processo de ensino e o processo de aprendizado nas nossas escolas. 

Foi aí que criamos as Avaliações Diagnósticas, aplicadas de dois em dois meses aos alunos das séries finais. São provas de Língua Portuguesa e de Matemática. Instituímos, também, o Saego, um sistema de avaliação da educação em Goiás que, com as avaliações diagnósticas e outras variáveis, vai servir ao cálculo de um índice nosso, o Índice de Desenvolvimento da Educação no Estado de Goiás (Idego). 
E é importante dizer que as escolas irão, aos poucos, absorver essas avaliações como algo comum, corriqueiro, mas extremamente necessário.

DM – No último Ideb, Goiás caiu algumas posições no ranking nacional em relação à avaliação anterior...


Thiago – 
Em se tratando de Educação, este governo tem metas ousadas, mas perfeitamente factíveis. Trabalhamos para oferecer educação de qualidade a 600 mil alunos da rede pública, trabalhamos para que o Estado se desenvolva cada vez mais por meio da Educação, trabalhamos para que nossos estudantes tenham, ao longo de suas vidas, grandes oportunidades porque tiveram acesso à educação de qualidade. 

Toda a rede estadual está sendo reorganizada, com professores experientes nas salas de aula, recebendo incentivos, para que essa meta seja cumprida. Precisamos melhorar a proficiência dos estudantes em todas as fases. Sabemos que apenas 27% dos alunos terminam o ensino médio com domínio do conteúdo básico de Língua Portuguesa, e 91% dos alunos do ensino médio não aprenderam o que deveriam em Matemática. 
Vamos melhorar isso. É o nosso compromisso. Estamos implementando aqui experiências colhidas em várias partes do mundo, experiências que deram bons resultados. Precisamos mudar a realidade do ensino e do aprendizado e vamos trabalhar cada vez mais neste sentido.
Fonte: Ascom Seduc

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Comente essa Postagem

Postagens populares

ONU Brasil

Portal IBRE

Governo de Goiás

São Paulo