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sexta-feira, janeiro 04, 2013

OIM - Organização Internacional para as Migrações, aponta que o Brasil é fonte e destino de tráfico humano!


Dinalva Heloiza

Em nota à imprensa, o Centro de Informação da Organização das Nações Unidas, UNIC Rio, informou hoje os últimos dados sobre o Relatório da Organização Internacional para as Migrações(OIM), onde o Brasil é apontado, como um dos grandes centros de fontes e destino do tráfico de pessoas. 



Leia os principais dados do Relatório:
Fontes
Brasil, Bulgária, China, Índia e Nigéria, são países apontados como fornecedores de vítimas de tráfico humano. Estes dados são do relatório da Organização Internacional para as Migrações(OIM), parceira da Organização das Nações Unidas que analisou tendências de tráfico de pessoas através de informações colhidas em mais de 150 pontos de operação.

Destino
Os principais países apontado receptores, são: Federação Russa, o Haiti, o Iêmen, a Tailândia e o Cazaquistão. Em menor escala, em relação à Argentina, o Brasil é também tido como ponto de destino de pessoas traficadas de países como a Bolívia e o Paraguai.
 Na Europa, Portugal é um dos pontos de destino ao lado da Alemanha, Itália e Espanha. Todos recebem um número significativo de pessoas traficadas do Cone Sul e particularmente dos países andinos.
Pessoas originárias de Angola e Moçambique estão na lista dos refugiados africanos, caribenhos e asiáticos que se movimentam para a Europa ou transitam pela América do Sul a caminho dos Estados Unidos e Canadá.

Exploração
Em junho, a agência deve publicar a segunda parte do estudo, para o combate ao tráfico e assistência a migrantes vulneráveis, com dados de 2011. O documento indica que metade dos casos de tráfico humano registrados durante o período, envolveu vítimas de exploração de trabalho.

O estudo relata que 27% dos casos de tráfico acompanhados em 2011 são de exploração sexual. O tráfico de trabalho é uma “característica de setores econômicos, particularmente, os que exigem trabalho manual, como a agricultura, construção, trabalho doméstico, pesca e mineração.”

Solicitações
De acordo com a OIM, mais de 3 mil vítimas de exploração do trabalho foram assistidas durante o período, o que representou 53% das solicitações das vítimas de tráfico humano. A agência indica que desde 2010, o tráfico de trabalho já tinha ultrapassado a exploração sexual como o principal tipo de tráfico atendido pela OIM.

Pedidos
Na maioria dos casos, a exploração é disfarçada como trabalho legal e contratual e ocorre em condições degradantes ao contrário das promessas feitas aos trabalhadores. O relatório destaca o aumento de pedidos de assistência de homens vítimas de tráfico de 1,65 mil casos em 2008 para pouco mais de 2 mil em 2011.

Combinação
As vítimas de tráfico do sexo feminino estiveram no mesmo nível dos homens, apesar delas representarem a maioria a receber assistência. As mulheres representam 62% dos casos atendidos pela OIM, incluindo casos de exploração sexual, exploração do trabalho e a combinação das duas formas. Durante 2011, a OIM registrou, entretanto, uma redução de 7% dos casos assistidos, em comparação a 2010. A OIM atribui a queda a fatores externos, e não a uma “queda real” em casos de tráfico de pessoas.

Fonte: UNIC Rio

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