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Obama retoma o controle após debate mais agressivo

quarta-feira, 17 de outubro de 2012 09:50 BRT
 

Por Andy Sullivan
                            
WASHINGTON, 17 Out (Reuters) - O presidente dos EUA, Barack Obama, colocou a campanha pela reeleição de volta no prumo na noite de terça-feira, com um bom desempenho no debate que deve entusiasmar os democratas e atrair a atenção dos poucos eleitores ainda indecisos.
A três semanas da eleição presidencial norte-americana, Obama tinha no segundo de uma série de três debates uma das últimas chances para impressionar o eleitorado. Seu rival republicano, Mitt Romney, foi amplamente apontado como o vencedor do primeiro duelo, em 3 de outubro.
Obama mostrou-se mais focado e agressivo, explorando todas as linhas de ataque que ignorou há duas semanas. Criticou seu adversário rico por pagar pouco imposto de renda, e lembrou a desastrada alusão do republicano aos "47 por cento" de eleitores que votariam em Obama por serem dependentes demais de ajudas do governo.
De forma incisiva, o presidente democrata citou também feitos do seu primeiro mandato --do salvamento da indústria automobilística à morte de Osama bin Laden--, e enveredou por um comovente tom pessoal ao responder uma pergunta sobre direitos femininos.
Mas Romney também teve seus bons momentos, especialmente ao descrever promessas que Obama descumpriu. Ele não sofreu a mesma surra que impôs a Obama no dia 3, mas a noite foi do presidente, segundo analistas.
"Eu diria que é uma clara vitória para Obama", disse Tobe Berkovitz, professor de Comunicação na Universidade de Boston. "Certamente seria difícil para qualquer um dizer que Romney venceu esse debate."
Pesquisas feitas imediatamente depois do debate confirmaram a impressão de vitória de Obama, e a perspectiva de sucesso eleitoral do presidente subiu de 62 para 63,6 por cento, segundo o mercado de previsões Intrade.
Debates raramente afetam o resultado de eleições presidenciais nos EUA, mas este ano pode ser uma exceção. Depois do primeiro duelo, Romney encostou em Obama nas pesquisas, mas o presidente voltou a crescer nos últimos dias, segundo as pesquisas diárias Reuters/Ipsos. No levantamento divulgado na terça-feira, o presidente apareceu com 3 pontos percentuais de vantagem.
"Isso dará ao presidente um pouco de impulso e um pouquinho de vantagem, mas vai ser bem apertado lá no final", disse Michael Desch, professor de Ciência Política da Universidade Notre Dame.
O último debate entre os candidatos, marcado para segunda-feira na Flórida, provavelmente irá importar menos. É que cerca de 10 por cento dos eleitores já votaram, segundo dados da Reuters/Ipsos, e essa cifra vai crescer fortemente com o início das operações das campanhas para convencer os eleitores a saírem de casa para votar. Muitos Estados permitem a votação antecipada, pessoalmente ou pelo correio.
Além disso, a política externa, tema do próximo debate, desperta bem menos interesse do eleitorado do que as questões econômicas.
ROMNEY DESCONFORTÁVEL
Foi a política externa, aliás, que causou o momento mais desconfortável para Romney na terça-feira. Ele pretendia explorar o ataque do mês passado contra um consulado dos EUA na Líbia, de forma a plantar dúvidas no eleitorado sobre a atuação de Obama na política externa.
Mas o republicano acabou entrando em atrito com a moderadora Candy Crowley, da CNN, sobre a descrição feita por Obama do incidente como um atentado terrorista. Os assessores de Romney ficaram furiosos com a jornalista, e Obama conseguiu evitar responder se o seu governo protegeu adequadamente a sede diplomática.
Obama também se esquivou de outras pegadinhas. Transformou uma pergunta sobre o controle de armas --tema impopular junto a eleitores de muitos Estados estratégicos-- em uma oportunidade para apontar as mudanças de opinião do seu rival.
Falando sobre o preço da gasolina, o presidente disse que estava baixo no começo de seu mandato por causa da recessão que herdou do republicano George W. Bush. "É concebível que o (ex-)governador Romney possa baixar os preços da gasolina, porque com suas políticas voltaríamos àquela mesma bagunça", disse ele, provocando risos da plateia.
Já Romney, exceto pela oportunidade perdida no assunto Líbia, não foi mal. Ele lembrou aos espectadores que Obama descumpriu sua promessa de reduzir o déficit pela metade e de promover uma reforma nas leis de imigração, e alertou que ainda há desempregados demais no país.
"Se vocês elegerem o presidente Obama, sabem o que vão ter. Vão ter uma repetição dos últimos quatro anos."
Analistas disseram que a atuação de Romney provavelmente não afetou suas chances de chegar à Casa Branca, mas Obama provavelmente melhorou suas perspectivas ao se mostrar focado e agressivo, como seus partidários gostariam de tê-lo visto no primeiro debate.
"Eles estão pensando: ‘Estamos de volta ao jogo'", afirmou Robert Lehrman, que foi redator de discursos do ex-vice-presidente democrata Al Gore, e hoje leciona na Universidade Americana. "Não é que Romney tenha piorado - Obama que melhorou muito."
Agência Reuters de Notícias 

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