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terça-feira, maio 16, 2017

O Coletivo Cabeça de Elefante, criado por Kika Oliveira, vem protagonizando o Teatro Infantil em Brasília, na seara da aprendizagem!

A criança é a ação e o pensamento da arte, porque canta com o corpo, desenha com o corpo, sorri ou chora com todo o corpo. Vive intensamente, arrisca-se, pois está atenta e aberta às experiências e ao mundo, sem medo. Toda arte é expressão, seja qual for à linguagem: seja ela a música, a dança, a pintura, a escultura, o cinema ou o teatro. “A Criança Descobrindo, Interpretando e Agindo sobre o Mundo” - edições UNESCO.

Neste contexto, tem muita gente boa trabalhando e propondo às crianças um amplo cenário em expressões. Um destes grupos - o Coletivo Cabeça de Elefante -  Grupo de Teatro Infantil, fundado em Brasília, em 2016, tem como protagonista uma amiga querida, atuante e sensível, Caliane Souza de Oliveira, ou Kika, como gosta de ser chamada.

Kika, 26 anos é escorpiana, detentora de um amplo currículo voltado às artes. Professora de Teatro e Arte Educadora, além destas atividades, integra também, as de produtora cultural e relações institucionais, também em Brasília, DF.

Kika Oliveira, Professora de Teatro e Arte Educadora

Em uma recém conversa, ela nos relata, que iniciou suas vivências teatrais ainda aos seis anos de idade, e posteriormente foi conduzida pelos mestres, José Wrigell e Pedro Macarsi.

Aqui ela nos descortina um pouco sua trajetória, onde desde 2007, trabalha como arte-educadora, e desde então, vem idealizando vários projetos dirigidos às escolas públicas e oficinas voltadas à infância. Trabalhou também como terapeuta holística, quando realizou pesquisas fundamentais, o que lhe viabilizou um elevado suporte e novas moldagens aos cursos em Teatro Infantil. 

Em 2016, ela conquistou uma parceria com a Fundação Brasileira de Teatro e o Teatro Dulcina, o que lhe possibilitou ministrar aulas de teatro infantil. Momento este, que também despertou-lhe o desejo de criar o grupo - Coletivo Cabeça de Elefante. Hoje, com uma metodologia própria, e abordagens inovadoras, esta incursão lhe permitiu moldar emoções destas crianças, despertar suas expressões criativas, provocar o autoconhecimento das mesmas, utilizando como ferramenta fundamental os palcos do teatro e uma gama de criações teatrais.


Em entrevista concedida ao Blog Brasil EcoNews, Kika nos conta um pouco sobre suas atividades, discorre sobre o seu momento e as vivências no teatro, além dos projetos idealizados para o futuro. Sobre o Coletivo Cabeça de Elefante, ela detalha algumas atividades e descreve a missão do coletivo, “um projeto que oferece atividades criativas para crianças e adolescentes, cuja visão é promover o aprendizado da arte, de forma lúdica”.


O Coletivo Cabeça de Elefante promove e realiza cursos de Teatro Infantil em Brasília, sabendo que, a companhia teatral é toda ela, voltada às crianças. “pretendemos oferecer outras atividades criativas, nas quais as crianças sejam as protagonistas”. A ideia é fazer com que estas crianças sejam “crianças criadoras”, afirma Kika.

Veja a seguir a íntegra da Entrevista.


Brasil EcoNews: Kika qual o formato das aulas, ministradas pelo Coletivo?

Kika: Os cursos de teatro são voltados para crianças de 5 a 11 anos e adolescentes entre 12 a 17 anos.
 

Brasil EcoNews: Qual é a url do site?

Kika: www.cabecadeelefante.com


Brasil EcoNews: Como se deu o início de suas vivências no Teatro?

Kika: Comecei a atuar ainda na infância, dentro da escola. As professoras me colocavam para realizar pequenas apresentações. Aos 9 anos, entrei para uma companhia de teatro com outras crianças, fundada por um professor de literatura chamado José Wrigell.

Encenamos alguns textos de cordel e lendas brasileiras.  Encenamos também os contos mais conhecidos dos irmãos Grimm. Quando cheguei à 7ª série, fui convidada à participar de uma companhia teatral fundada pelo professor Pedro Macarsi, que atuava em Santa Maria (cidade satélite de Brasília).

Um dos grandes desafios desta época foi fazer com que meus pais entendessem o porquê de minha opção pelo teatro. Nesse tempo, minha família se mudou para a zona rural, em uma pequena cidade de Goiás. Em função desta mudança, houve dificuldades em dar continuidade aos estudos do teatro, e com isso, fui obrigada a pausar esta atividade. Retornei já na adolescência, foi quando encontrei o dramaturgo, Elmo Ferrer, e começamos a elaborar peças independentes de teatro.  Posteriormente dei início aos cursos voltados às crianças.


Brasil EcoNews: Quais seus Projetos para o futuro?

Kika: Quero montar uma rede de práticas educativas voltadas às crianças. Meus objetivos, que elas tenham experiências reais, em contato com a arte.



Brasil EcoNews: Quais os trabalhos que mais lhe acrescentaram, neste período?

Kika: Aos 17 anos, conheci um diretor chileno chamado Alfredo Arturo. Foi quem me convidou para encenar o espetáculo “Mujer”, no qual eu interpretava uma mulher indígena que sofria violência.  Esse trabalho foi muito especial e marcante. Durante seis meses fiz uma imersão no tema e um trabalho corporal intenso. O diretor buscava que eu vivenciasse as mais diversas sensações da personagem. Por exemplo, em um dia de frio, ele se questionou: como seria uma mulher que estava prestes a dar luz e não tinha ninguém por perto para ajudar? Ele parou o carro e me deixou no meio da estrada. Fiquei com bastante medo (rs). Depois de vinte minutos ele buzina e grita: "- Entra no personagem"!

Outro trabalho marcante, foi “Pedrinho”, espetáculo da Companhia Cabeça de Elefante encenado em 2016. Ele representou a minha volta definitiva ao teatro e a partir dele foi criada a Companhia, totalmente formada por crianças.

Um ano antes, havia pensando em desistir. Saí de um espaço cultural e estava sem lugar para dar minhas aulas. Foi quando o Teatro Dulcina e a Fundação Brasileira de Teatro me abrigaram.

No final do ano, quando o espetáculo aconteceu, consegui ver a dimensão do que é trabalhar e protagonizar a criança em todos os sentidos. Quando você protagoniza a criança e faz com que ela navegue em todos os processos, cria-se uma relação forte de confiança.

Foi marcante, porque o espetáculo só se deu por pronto, quando as crianças estavam realmente à vontade. Foi como se houvesse mesmo, nove meses de gestação. Foi uma grande descoberta, ver nas crianças, minhas parceiras de trabalho. Foi como um rito de passagem, de reflorescer. Foi aí que senti, realmente, o desejo de dar continuidade a este trabalho.

Trabalhar com a criança é fazer com que percebam que você está ali, e ao mesmo tempo percebam, que eles próprios também estão. Fazer perceber a importância deles em todo o contexto, valorizando o aprendizado, e ampliando suas consciências em busca de novos horizontes. 


Brasil EcoNews: Com esta experiência você desenvolveu uma metodologia de ensino, que inclusive se tornou objeto de estudos. Fale um pouco sobre esta metodologia e os aspectos que a norteiam? Você obteve algum apoio à construção da mesma?

Kika: Esta metodologia está sendo estudada por psicólogas da UFMG, de Belo Horizonte. E ainda está em construção, estamos sistematizando algumas experiências. Ainda este ano, queremos registrar nossos aprendizados em um livro. Partimos do princípio, de não enxergar a criança como um ser que não sabe, pois todos nós, aprendemos com elas.


Brasil EcoNews: Qual o fator que mais lhe motivou em desenvolver este fantástico trabalho voltado às crianças?

Kika: A minha vida. Infelizmente eu não tive muito incentivo dos meus pais, neste aspecto. Quando criança, era comum me apresentar e não ver meus pais na plateia. Era uma sensação que doía. Isso mexeu bastante, foi então que percebi que se houvesse me aprofundado, eu teria trabalhado ainda mais, a essência de minhas emoções. Mas o fato, que mais me incentivou foi ver na prática, a relação das crianças com o teatro e o seu poder em transformar pessoas.


Brasil EcoNews: O Cabeça de Elefante oferece um espaço para crianças especiais?

Kika: Com certeza. Abraçamos a diversidade e isso implica em receber todos os tipos de crianças. Todas as crianças fazem aulas em conjunto. Se acaso alguma apresentar dificuldades, focamos uma maior atenção a ela, através dos monitores e estabelecemos uma integração com todo o grupo, em apoio ao colega em dificuldades. Já trabalhamos com alunos com deficiência física, alunos cadeirantes e alunos com autismo, por exemplo.



Brasil EcoNews: Em que aspectos ocorrem estas abordagens e como elas estimulam o processo criativo nas crianças?

Kika: O teatro que proponho se caracteriza pela inclusão das próprias crianças no processo da criação teatral. Ter coragem de pensar os próprios pensamentos. O estímulo começa quando você mostra a capacidade que elas detêm. Elas podem criar e sua arte deve ser respeitada. Quando você ensina, que isto é possível, este aprendizado passa a manter a abertura para todo o processo criativo. Muitas crianças se veem podadas em sua criatividade. Em nossas aulas, elas são protagonistas de tudo. Realizamos jogos teatrais e brincadeiras, estimulando a criação de histórias e incentivando a leitura.


Brasil EcoNews: Como você trabalha a construção dos personagens e a criação das cenas?  E de que forma estas crianças, estão respondendo em cena?

Kika: Eu nunca consigo criar um espetáculo, sem antes entender o perfil das crianças. Não existe o pensamento de que, “as crianças são iguais e gostam das mesmas coisas”. Então buscamos pensar juntos, e com esta integração, surgem possibilidades e novas histórias.


Brasil EcoNews: Quais os projetos do Cabeça de Elefante para o futuro? Já existe alguma previsão?


Kika: Faremos um espetáculo por semestre. É nosso desejo também, expandir este trabalho para outras cidades e estados.  

Equipe Coletivo Cabeça de Elefante:


  • LISA SASSI - Psicóloga 
  • KIKA OLIVEIRA - Professora de teatro e arte-educadora
  • GLEYCE LIMA - Professora de teatro e arte-educadora
  • ELMO FERRER - Ator e dramaturgo
  • CAROLINA CUNHA - Comunicação e Pesquisa
  • GUILHERME MARINHO - Ator
  • ANDRÉA TAKENAKA DIAS - Psicóloga e Coach

Contatos: 

Fone: (061) 9.8567-8550

E-mail: contato@cabecadeelefante.comadeelefante.com


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