As 7 Maravilhas da Natureza eleitas pela New7Wonders

As 7 Maravilhas da Natureza eleitas pela New7Wonders
A América do Sul ganhou com a Floresta Amazônica e a Foz do Iguaçú

sábado, março 07, 2026

8 de Março: Quando a nossa luta ainda é sobreviver à violência!

  

 Dinalva Heloiza


Em 2025, o Brasil atingiu um marco trágico: o maior número de feminicídios desde que o crime foi tipificado em lei, em 2015. O dado não representa apenas um recorde estatístico — ele expõe uma realidade brutal e persistente: para milhões de mulheres, viver em sociedade ainda significa conviver diariamente com o risco da violência.

De acordo com dados divulgados pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, compilados no início de 2026 com base nos registros de 2025, 1.568 mulheres foram assassinadas por razões de gênero no Brasil. Isso representa uma média de aproximadamente quatro mulheres mortas por dia simplesmente por serem mulheres. O número supera o recorde anterior registrado em 2024, confirmando uma escalada preocupante da violência de gênero no país.

Por trás de cada número existe uma história interrompida: uma mãe, uma filha, uma amiga, uma profissional, uma vida inteira de sonhos e relações que se dissolve em um ciclo de violência que a sociedade ainda não conseguiu romper.

terça-feira, fevereiro 17, 2026

Manifesto contra Falsos Ecos

 

Dinalva Heloiza


Chamam-se amigos.
Sentam se à mesa.
Sorriem na fotografia.
Brindam à sua coragem —
e logo depois brindam à sua queda.

Vestem a capa da liberdade de expressão
como se fosse salvo-conduto
para ferir.

Confundem opinião com ofensa,
crítica com difamação,
verdade com conveniência.

Erguem discursos inflamados
não para iluminar,
mas para incendiar.

E o mais cruel:
acusam no outro
aquilo que secretamente cultivam.
Projetam suas sombras
na luz de quem está íntegro.

sábado, janeiro 10, 2026

Neurotecnologia e ética: quando o avanço científico toca a mente humana!

  

Unesco faz recomendação inédita para uso ético da neurotecnologia - Orientações entraram em vigor no dia 12 de novembro de 2025.

Dinalva Heloiza


A possibilidade de acessar, monitorar e até modificar a atividade do cérebro humano já não pertence mais ao campo da ficção científica. Presente em implantes cocleares, que restauram a audição, e em estimuladores cerebrais utilizados no tratamento de doenças como Parkinson e depressão, a neurotecnologia vem ganhando espaço em escala global, com dezenas de milhares de usuários em todo o mundo.

No entanto, à medida que essa tecnologia avança para além da medicina — alcançando áreas como educação, mercado de trabalho, consumo e entretenimento — cresce também a preocupação com seus impactos éticos, sociais e legais. O acesso direto ao cérebro humano, às emoções, aos padrões de comportamento e até à personalidade impõe desafios inéditos à proteção dos direitos fundamentais.

domingo, janeiro 04, 2026

O Humano que Ainda Resiste em cada um de nós, necessita retomar seu protagonismo, só assim construíremos um mundo melhor!

 Discorrendo entre os autores Hannah Arendt e Yuval Harari — um ensaio sobre a alma, o poder e o reencontro com o sensível

Dinalva Heloiza



Há milênios caminhamos sobre as ruínas e os brilhos de nós mesmos. De tempos em tempos, a humanidade se reinventa — mas quase sempre tropeçando na própria sombra. Inventamos o fogo, a roda, a máquina, a rede… e, com cada invenção, criamos também uma nova forma de domínio.

Eis o paradoxo do humano: avançamos em tudo, menos em ternura. Hannah Arendt olhou esse abismo de frente.

Viu que o mal não precisa de monstros para existir — basta a ausência de pensamento. Ela percebeu que o horror pode nascer do cotidiano, da obediência cega, da burocracia sem alma.
Chamou isso de a banalidade do mal — essa quietude do espírito que permite o inaceitável.

quinta-feira, dezembro 18, 2025

A Paisagem Moral - Como a Ciência Pode Determinar os Valores Humanos.

 Ensaio Sobre a obra de Sam Harris – A Paisagem Moral                         

Dinalva Heloiza


Durante séculos, a moralidade foi tratada como um território quase sagrado, reservado à religião, à filosofia abstrata ou às tradições culturais. Questionar se a ciência poderia ter algo relevante a dizer sobre o que é certo ou errado soava, para muitos, como uma ameaça à própria ideia de ética.

Em A Paisagem Moral: Como a Ciência Pode Determinar os Valores Humanos, Sam Harris propõe uma ruptura profunda com essa visão, defendendo que os valores humanos não estão fora do alcance do conhecimento científico — ao contrário, eles estão intimamente ligados ao funcionamento do cérebro e à experiência consciente.

Harris parte de uma premissa simples, mas provocadora: a moralidade diz respeito ao bem-estar de seres conscientes. Se isso é verdade, então compreender o que aumenta ou diminui esse bem-estar não pode ser apenas uma questão de opinião pessoal ou tradição cultural. Trata-se de um problema que envolve fatos sobre o mundo, sobre o cérebro humano e sobre as consequências reais das nossas ações.

quarta-feira, dezembro 03, 2025

Editorial | O Brasil não pode mais aceitar a violência contra mulheres, em rotina!

 Dinalva Heloiza



O Brasil atravessa uma ferida aberta: a violência contra mulheres não apenas persiste, como se reinventa em formas ainda mais brutais. Os episódios recentes em São Paulo — três casos gravíssimos em apenas 72 horas — não são fatos isolados, mas sintomas de uma mesma doença social: o machismo estrutural que insiste em transformar mulheres em alvo, ameaça e propriedade.

De norte a sul do país, as histórias se repetem com tramas diferentes, mas com o mesmo enredo: homens incapazes de lidar com frustração, rejeição ou autonomia feminina. Homens ensinados, desde cedo, a confundir amor com posse, e respeito com controle. Homens que nunca foram convidados — ou obrigados — a revisitar seus próprios padrões emocionais, afetivos e sociais. É dessa fábrica de masculinidades violentas que nascem os feminicídios.

segunda-feira, novembro 10, 2025

Brasil recebe o Prêmio Earthshot 2025: o futuro sustentável do planeta ganha palco no Museu do Amanhã.

Dinalva Heloiza


O Rio de Janeiro se tornou, entre os dias 3 e 5 de novembro, o epicentro global da sustentabilidade ao sediar o Prêmio Earthshot 2025, uma das mais prestigiadas iniciativas ambientais do mundo, criada pelo Príncipe William. Pela primeira vez realizado na América Latina, o evento marcou um momento histórico que reforça o protagonismo do Brasil na agenda climática mundial, especialmente às vésperas da COP 30, que acontece em Belém.

Inspirado nos grandes desafios que a humanidade precisa enfrentar até 2030, o Prêmio Earthshot foi concebido para impulsionar soluções inovadoras em cinco áreas fundamentais — conhecidas como os “Earthshots”: Proteger e Restaurar a Natureza, Limpar o Nosso Ar, Revitalizar os Oceanos, Construir um Mundo sem Resíduos e Resolver os Problemas Climáticos.
A cada ano, cinco vencedores — um para cada categoria — recebem £1 milhão para expandir ou replicar seus projetos, em reconhecimento à sua contribuição transformadora para o planeta.

Belém abre as portas da Amazônia para o mundo com a COP30: um marco histórico pelo clima e pela união dos povos

Por Dinalva Heloiza


Chegou o grande dia. O Brasil escreve hoje um novo capítulo na história das Conferências do Clima da ONU com o início oficial da COP30, realizada pela primeira vez no coração pulsante da Floresta Amazônica, em Belém do Pará. Durante as próximas duas semanas, governos, lideranças empresariais, comunidades indígenas e representantes da sociedade civil se reúnem para debater ações concretas ao enfrentamento da crise climática global.

A cerimônia de abertura foi marcada por discursos que ressaltaram o espírito de cooperação e a urgência por resultados efetivos. Mukhtar Babayev, presidente da COP29, iniciou o evento transmitindo a presidência ao embaixador André Corrêa do Lago, que agora lidera oficialmente a COP30.

“Esta transição entre presidências é especial, porque concluímos o livro de regras de Paris e entramos no primeiro ciclo completo de implementação do Acordo”, afirmou Babayev, destacando a nova fase de compromisso global com o clima.

domingo, novembro 02, 2025

Amazônia sobe ao palco do mundo durante o Global Citizen Festival Amazônia – Um Festival que une música, propósito e ação global!

  Dinalva Heloiza

Belém foi palco do Global Citizen Festival: Amazônia 2025 — um evento histórico que une música, ativismo e sustentabilidade pela proteção da floresta e dos povos amazônicos.

Em uma noite marcada por arte, consciência e emoção, Belém se tornou o centro das atenções do planeta. O Global Citizen Festival: Amazônia, realizado na noite de ontem, 1º de novembro de 2025, no Estádio Olímpico do Pará (Mangueirão), transformou a capital paraense em um grande palco de mobilização mundial pela proteção do meio ambiente e pela valorização da floresta amazônica, um evento que antecede a realização da COP30,  Conferência das Partes da ONU para as Alterações Climáticas, sediada pelo Brasil, que ocorre em Belém, de 10 à  21/11 de 2025.

Com uma proposta que ultrapassa o entretenimento, o festival — promovido pela organização internacional Global Citizen — nasceu com a missão de erradicar a pobreza extrema e inspirar ações coletivas em defesa do planeta. A edição amazônica é um marco histórico: é a primeira vez que o evento acontece na América Latina, e não por acaso, no coração verde do Brasil.

quinta-feira, outubro 16, 2025

COP-30 em Belém: 162 países se unem por Amazônia, Cerrado e Justiça Climática!

 Dinalva Heloiza


A cidade de Belém (PA) se prepara para receber, em novembro, do dia 10 ao dia 21, de 2025, a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP-30), que contará com a presença de 162 países — superando o quórum mínimo exigido e reforçando a importância global do evento na luta contra as mudanças climáticas.

Na pré-COP, que acontece na próxima semana, 72 delegações já confirmaram presença. Este encontro preparatório será essencial para alinhar estratégias diplomáticas e consolidar consensos sobre financiamento climático, redução de emissões de gases de efeito estufa e outras políticas ambientais críticas.

O Brasil e o mundo esperam que a COP-30 marque um novo ciclo de compromissos internacionais pela proteção da Amazônia, pelo fortalecimento do Cerrado e pela promoção da justiça climática, em um contexto de aquecimento global recorde.


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