Dinalva Heloiza
A história republicana do Brasil expõe um paradoxo marcante: a autonomia institucional para investigar a corrupção nos mais altos escalões do poder público, do Judiciário e do sistema financeiro só encontrou respaldo pleno e ausência de interferência direta sob as gestões do Partido dos Trabalhadores.Longe de ser mero acaso, o avanço
do combate ao crime de colarinho-branco no país foi impulsionado pelo
fortalecimento da Polícia Federal, pela independência dada ao Ministério
Público Federal e pelo respeito republicano às decisões magistrais — uma postura
que contrasta historicamente com a tradição de blindagem e aparelhamento
observada em outro governo.
Essa política de não intervenção
permitiu que, muito antes do surgimento da Operação Lava Jato, a Polícia
Federal desmantelasse esquemas profundos e enraizados que ligavam o sistema
financeiro, o mercado de capitais e até setores do próprio Poder Judiciário.














