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quinta-feira, fevereiro 07, 2013

Parabéns, guerreira Marina Silva, por seu aniversário celebrado nesta data!


                                                               Marina Silva
Por  Dinalva Heloiza

Hoje, especialmente quero parabenizar uma das mulheres mais notáveis em todo o Brasil e em cenário global, Marina Silva, que celebra seu aniversário nesta data.

Marina Silva, é ambientalista, historiadora, pedagoga e política brasileira.

Em cenário político, Marina Silva, foi a vereadora mais votada por Rio Branco; deputada estadual  em 1990;  e senadora pelo estado do Acre durante 16 anos. Foi ministra do Meio Ambiente de 2003 até 13 de maio de 2008. Atualmente, ela está sem partido, e com propostas inovadoras por uma nova política em cenário nacional.

Em 2010, foi candidata à Presidência da República, pelo Partido Verde (PV), obtendo a terceira colocação entre nove candidatos, alcançando 19,33% da porcentagem total -  expressivos 19.636.359 votos válidos em todo o território nacional.

Trajetória política

Marina Silva, foi professora na rede de ensino secundário, e companheira de luta de Chico Mendes.
Enquanto vereadora eleita e mais votada da capital Rio Branco, em 1988,  Marina  combateu diversos privilégios dos vereadores e devolveu para os cofres da câmara os benefícios financeiros a que eles, inclusive ela própria, tinham direito. Com essas ações, muitos adversários políticos foram criados, contudo a sua popularidade cresceu.
Exerceu seu mandato de vereadora até 1990, quando candidatou-se a deputada estadual e obteve novamente a maior votação, sendo expressivamente eleita. 
Em 1994, foi eleita senadora da República, pelo estado do Acre, com a maior votação, sendo a pessoa mais jovem a ocupar o cargo de senador no Brasil
Em 2002 foi reeleita, com projeção de cumprimento de mandato até 31 de janeiro de 2011. Sendo que de 2003 a 13 de maio de 2008, ela ocupou como Ministra, o Ministério do Meio Ambiente.
Entre as mais de 100 proposições apresentadas pela senadora, desde o primeiro mandato, destacam-se 54 projetos de lei, dentre eles, o texto propondo a criação do Fundo de Participação dos Estados e do Distrito Federal- FPE - para as unidades da Federação que abrigarem em seus territórios unidades de conservação da natureza e terras indígenas demarcadas.
Marina foi a primeira voz a defender, na Casa, a importância de o governo federal assumir uma postura em relação a redução das emissões de gases de efeito estufa.
Em 2009, o governo anunciou, finalmente, a adoção dessas metas. Não sendo ainda suficientemente, a senadora também cobrou do governo e do congresso nacional a inclusão de uma meta brasileira, com os percentuais para a redução das emissões de gases do efeito estufa até 2020, no Plano Nacional de Mudanças Climáticas, que seria aprovado e sancionado pelo presidente da república antes da realização da Conferência de Clima (COP15), realizada em dezembro de 2009 em Copenhague.
Enquanto Ministra do Meio Ambiente, período (2003/2008) Marina, enfrentou conflitos constantes com outros ministros do governo, que focados em interesses econômicos se contrapunham aos objetivos de preservação ambiental.
Em 2007, Marina defendeu a ideia de que o Brasil havia de aprender a impor seus limites, buscando o desenvolvimento sustentável, sem acabar com a biodiversidade e com a vida. "A discussão entre conservação do meio ambiente e desenvolvimento para mim é um falso dilema. Ainda que na prática tenha que ser superada, não é possível advogar pelo desenvolvimento sem promover a conservação ambiental. As duas questões fazem parte da mesma equação", declarou ela.
Durante sua administração no Ministério do Meio Ambiente, Marina Silva, foi impedida de cumprir algumas de suas metas formais, a exemplo de sua luta histórica contra os transgênicos, contra a usina nuclear de Angra III, além da não aprovação de uma Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CNTBio), de caráter ambientalista.
Entretanto, algumas medidas adotadas pelo então governo federal, nos últimos anos foram de sua autoria ou contou com sua participação e articulação política.
Marina Silva também denunciou pressões de alguns governadores, para rever as medidas de combate ao desmatamento na Amazônia.
Em 13 de maio de 2008, cinco dias após o lançamento do Plano Amazônia Sustentável (PAS), cuja administração foi atribuída a Roberto Mangabeira Unger, Marina Silva entregou sua carta de demissão ao então presidente, em razão da falta de sustentação à política ambiental, e voltou ao exercício do seu mandato no Senado Federal.
Em agosto de 2009, Marina Silva, anunciou sua desfiliação do PT, afirmando que não se tratava mais de fazer embate dentro de um partido, mas sim, o embate em favor do desenvolvimento sustentável”.
 Certo é que desde 1997, Marina já propunha essa forma de desenvolvimento.

Candidatura à Presidência

Em 2007, um movimento apartidário de cidadãos, denominado "Movimento Marina Silva Presidente", iniciou a defesa pública de sua candidatura à presidência da República.
A repercussão internacional deste movimento fez com que o Partido Verde Europeu influenciasse o Partido Verde do Brasil a convidá-la para afiliar-se em seus quadros.  Assim, desde agosto de 2009, Marina foi cogitada a ser candidata à presidência da República pelo Partido Verde (PV).
Ao final do primeiro turno das eleições presidenciais de 2010, em 3 de outubro, Marina Silva obteve 19.636.359 votos, o que correspondeu a 19,33 % dos votos válidos, ocupando assim, o terceiro lugar na disputa.
Marina se tornou a candidata mais votada da história na legenda, tornando-se destaque internacional em aliados do PV pelo mundo, principalmente na América do Sul e Europa.
Marina foi lembrada pela Federação dos Partidos Verdes das Américas (FPVA) pela força que conquistou, segundo o co-presidente da FPVA, o mexicano Leonardo Álvarez, ela se tornou um ícone da legenda, tornando-se uma referência juntamente com Antanas Mockus, da Colômbia, que transformou o PV na segunda força eleitoral daquele país.

É de Marina Silva, o estudo que aponta a necessidade em se ampliar os pilares do desenvolvimento sustentável.

Em 31 de outubro de 2011, durante uma palestra no EXAME Fórum, em São Paulo, diante de uma plateia de empresários e especialistas, Marina afirma que o conceito amplo de sustentabilidade envolve sete dimensões – e não apenas as quatro descritas pela ONU. Além da sustentabilidade econômica, social, ambiental e cultural, Marina incluiu a ética, a política e a estética.
E descreve os mesmos:

Sustentabilidade econômica - "Transformar as vantagens comparativas em vantagens competitivas. Precisamos ser capazes de transformar os recursos naturais e os bens e serviços que produzimos em melhoria da qualidade de vida das pessoas, em saúde, educação, entretenimento, vida digna e plena para as pessoas. Enfim, um mundo melhor de viver."

Sustentabilidade social - "Equilibrar os princípios de equidade, buscando fazer com que a vida de todas as pessoas possa ser digna de ser vivida."

Sustentabilidade ambiental - "Utilizar os recursos de tal forma que as necessidades de vida digna e plena possam ser satisfeitas sem comprometer a vida digna e plena daqueles que ainda não nasceram."

Sustentabilidade cultural - "Se nós não formos capazes de ter um modelo de desenvolvimento que preserve a diversidade, temos um problema. Não há inovação na mesmice, só há inovação na diversidade. Sem ela, entramos em erosão cultural."

Sustentabilidade ética - "Nós somos seres que nos importamos uns com os outros, com os que estão aqui e com os que virão no futuro. Isso se chama laço social ou aliança intergeracional. Isso não se resolve na técnica, isso se resolve na ética. Se eu não me importo com os que ainda vão nascer, eu vou destruir os recursos de milhares e milhares de anos pelo lucro de apenas algumas décadas. Isso é um fim da espécie humana."

Sustentabilidade política - "Tem a ver com o que estamos fazendo aqui. As pessoas estão reunidas, debatendo, tentando criar uma maioria, um espaço de convergência para que todos nós possamos nos movimentar numa outra direção. Se os recursos naturais são finitos, nós temos que trabalhar no sentido de que cada vez se produza mais com um menor volume de recursos naturais. Não tem um salvador da pátria.
Não será a Marina, não será a Dilma, não será o Obama. Seremos nós, que temos que assumir isso como um valor. Nós geralmente queremos terceirizar os problemas. A gente gosta de se enganar. A gente quer que alguém prometa que vai resolver o problema da corrupção.
Lamento, mas a corrupção não é um problema da Dilma, do Serra, do Lula, do Fernando Henrique, do Itamar, nem do Collor. A corrupção é um problema nosso. Isso é a sustentabilidade política. Enquanto a corrupção for um problema da Dilma, teremos corrupção. Quando virar um problema nosso, pode ter certeza de que haverá uma qualidade para as instituições brasileiras."

Sustentabilidade estética - "Algumas coisas têm valor simbólico e não puramente econômico. O Pão de Açúcar (no Rio de Janeiro) pode não ter nenhuma liquidez, mas nenhum de nós vai deixar destruir o Pão de Açúcar para virar brita. Isso é sustentabilidade estética."  

Prêmios
 Em 1996, Marina Silva recebeu o Prêmio Goldman do Meio Ambiente pela América Latina e Caribe, nos Estados Unidos.
Onze anos depois, em 2007, por meio da Medida Provisória 366, ocupando o cargo de Ministra do Meio Ambiente, Marina desmembrou o Ibama e repassou a gestão das unidades de conservação da natureza federais para o Instituto Chico Mendes.
Em 2008 recebeu o Eco & Peace Global Award, entregue durante a ECO 2008 - Conferência Mundial sobre Meio Ambiente e Cultura da Paz, realizada em Brasília.
Em 1 de abril de 2009, recebeu o prêmio norueguês Sofia, de 100 mil dólares, por sua luta em defesa da floresta amazônica. O motivo maior da homenagem recebida por Marina Silva, segundo a Fundação Sofia, foi a redução do desmatamento alcançado para o segundo nível mais baixo em vinte anos.
Em 10 de outubro de 2009, recebeu o prêmio Mudanças Climáticas, oferecido pela Fundação Príncipe Albert II de Mônaco.
Foi considerada pela Revista Época um dos 100 brasileiros mais influentes do ano de 2009.
Também em 2009, foi considerada um dos 100 maiores protagonistas do ano pelo jornal espanhol El País.
Em março de 2011, o perfil no twitter de Marina, ganhou o prêmio Shorty Awards, considerado pelo jornal estadunidense “The New York Times” como o "Oscar dos twitters".  
 Fontes: exame/wiki

Parabéns, guerreira Marina Silva. Desejo que não somente este dia, mas que todos os seus dias sejam de alegria e que se realize a plena composição do desenvolvimento sustentável, como objetivo principal ao Brasil, e que principalmente seja conduzido às vossas mãos o direito em implantá-lo.  
E na sequencia deste novo ano que se inicia pra voce, Marina Silva, que o amor, a paz, a saúde, o desenvolvimento sustentável, e  a educação, continuem a ser uma constante em todas as suas conquistas. E de todos nós brasileiras e brasileiros.
Que brote à sociedade brasileira, a dignidade, a ética e o desejo de uma honrosa cidadania.
Parabéns, felicidades, plena saúde, e um grande abraço!

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