terça-feira, fevereiro 28, 2012

Goiás


Semira implementa diversas ações em Comemoração ao Dia Internacional da Mulher



A Secretaria de Políticas para Mulheres e Promoção da Igualdade Racial (Semira) inicia suas comemorações alusivas ao Dia Internacional da Mulher, no dia 3 de março, com a realização do Dia Cultural, sob o  tema  "O Olhar da Arte na Condição Feminina", esta abordagem irá homenagear o governador Henrique Santillo por ter instituído a Secretaria da Condição Feminina, o primeiro órgão do gênero no Brasil.

O evento será realizado à frente à  Galeria Bauhaus, localizada na Rua C-261, esquina com a Rua C-257, Setor Nova Suíça. Este evento é em  parceria com a Galeria Bauhaus,  e reunirá aproximadamente 110 artistas plásticos goianos que voluntariamente,  desenvolveram pinturas, colagens e/ou desenhos em contornos de mulher, confeccionados em MDF,  tamanho natural de 1,5m, enfocando as temáticas desenvolvidas pela Secretaria, quais sejam índias, ciganas, negras, diversidade sexual, violência doméstica, vítimas de tráfico e trabalhadoras em diversos segmentos.

Essas obras serão expostas a partir do dia 8 de março no Portal Shopping, Buriti Shopping e Shopping Portal Sul, além de locais públicos na Capital, e outros municípios goianos, ale de que serão também apresentados no  Distrito Federal.

A programação terá em sequência, a Mostra de filmes, “Semira Mostra Mulheres no cinema”,  durante o período de 5 a 9 de março e tem o objetivo de exibir produções que retratam a condição feminina, e ainda mais,  criar um espaço de reflexão destas temáticas e questões que constituem a realidade das mulheres, (visto que serão realizados diariamente roda de comentários após as sessões das 19 horas).

A atividade conta com a parceria do Centro Cultural Goiânia Cine Ouro e a jornalista Ceiça Ferreira.

Ainda em 07 de março haverá o Minicurso “Empoderamento da Mulher” com ênfase junto a participação da mulher no espaço político, ressaltando a importância desta luta ao desenvolvimento do universo feminino e à representatividade junto à população.

As inscrições poderão ser feitas pelo  telefone (62) 3201-7489 – Centro de Referência Estadual da Igualdade (CREI).

Folder com programação detalhada.
  
Serviço
Data: 3 de março de 2012
Evento: Dia Cultural sob o  tema “O Olhar da Arte na Condição Feminina"
Horário: 10 horas
Local: Galeria de Arte Bauhaus
Endereço: Rua C-261, nº 103, esquina com a Rua C-257, Setor Nova Suíça


Data: 5 a 9 de março de 2012
Evento:  “Semira Mostra Mulheres no Cinema”
Horário:  diariamente sessões às  12h 30m     |     15h     |     19h
Local:  Cine Ouro
Endereço:  Rua 3, nº 1.016 - Galeria Ouro - Centro – Goiânia
OBS.:  Programação dos filmes no folder em anexo


Data: 7 de março de 2012
https://mail.google.com/mail/u/1/images/cleardot.gif
Fonte: Ascom Semira 

Notícias

Dinalva Heloiza
Acontece a partir de 1 de Março a III Conferencia Estadual sobre Meio Ambiente, em Goiás.

A Conferência Estadual de Meio Ambiente do estado de Goiás, acontece a partir desta quinta-feira, dia 1º de março, e vai discutir a preservação do bioma Cerrado e da água

A 3ª Conferência Estadual do Meio Ambiente que acontece em Goiás, é uma das maiores propostas do governo estadual em parceria com a secretaria de meio ambiente e recursos hídricos, sobre a temática ambiental e a preservação do bioma Cerrado e da água. 

O evento que acontece a partir desta quinta-feira, dia 1º de março,terá duração até o sábado, dia 3. Serão três dias de intensas atividades e debate que envolvem o contexto ambiental, temas atuais, que necessitam de profundos debates, para uma futura composição de políticas públicas ao setor. 

A abertura acontece no Salão Lago Azul do Centro de Cultura e Convenções de Goiânia, a partir das 20 horas do dia 1º.

As discussões e plenárias, acontecem na sexta dia (2) e no sábado dia (3), das 8 às 18 horas, e vão acontecer no Hotel Serras de Goyaz, que fica na Avenida Paranaíba, Centro. 

A Conferência é realizada pela Secretaria Estadual de Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos (Semarh). Os preparativos começaram em agosto do ano passado, com a realização de 33 etapas municipais e, posteriormente 11 regionais que visam discutir  de acordo com o contexto local, a temática central: 

- Cerrado Rio+20: Economia Verde no Contexto do Desenvolvimento Sustentável e da Erradicação da Pobreza.

Nas regionais, que envolveram os 246 municípios do Estado, foram eleitos 120 delegados, representantes dos diversos setores da sociedade. Eles irão se reunir durante a Conferencia Estadual e apresentar as demandas identificadas em cada região. 

Este evento é aberto ao público e com a participação livre a todos que se interessarem em integrar os grupos de discussão. Portanto,  basta comparecer na abertura do evento e realizar seu cadastramento. 

Uma equipe da Semarh estará disponível no Centro de Convenções a partir das 17 horas de quinta-feira (1º) para garantir a inscrição a tempo dos participantes acompanharem a solenidade de abertura que contará com presença do governador Marconi Perillo e do secretário de Meio Ambiente, Leonardo Vilela.

Goiás se destaca aos demais estados do Brasil,  em colocar em pauta a Conferencia Rio +20, sobre Sustentabilidade, da Organização das Nações Unidas, que acontece em de 20 a 22 de Junho na cidade do Rio de Janeiro, Brasil. 
O evento irá reunir chefes de estado e líderes de todos os países membros da ONU, na capital carioca. A Conferencia que ira contemplar uma diversidade de temas, dentre eles, as questões que envolvem o desenvolvimento sustentável no bioma Cerrado. 

O Cerrado, também conhecido por ‘savana brasileira’, possui clima tropical semiárido, com relevo diversificado e solos distróficos (poucos nutrientes e ácidos), o bioma possui mais de 12 mil espécies de vegetais, mais de 1,8 mil espécies de animais e ocupa uma área de 24% do território brasileiro, sendo que apenas 3% de sua área original, estão protegidos por unidades de conservação. Daí a urgência em discutir medidas de preservação.

Para ampliar a discussão, visando o fortalecimento e aprimoramento da política estadual de Meio Ambiente, o tema central foi dividido em cinco plataformas. São elas: 

1 - Agroextrativismo: Coleta e Aproveitamento da Biodiversidade Nativa Combinada com a Produção Agrícola e Pecuária; 

2 - Política Estadual de Resíduos Sólidos: Estudos de Regionalização da Gestão Integrada dos Resíduos Sólidos; 

3 - PSA – Pagamento por Serviços Ambientais: Processo de Valorização da Vegetação Nativa. Remuneração pela Conservação do Meio Ambiente; 

4 – Unidade de Conservação e ICMS Ecológico: Mais Repasse para Municípios que Preservam; 

5 – Comitês de Bacias Hidrográficas e Participação Democrática. No momento da inscrição, a pessoa escolhe em qual destas abordagens deseja participar.

Programação

Abertura

Dia: 1º de março (quinta-feira)

Horário: 20 horas
Local: Salão Lago Azul - Centro de Cultura e Convenções de Goiânia

Observação: A partir das 17 horas, uma equipe da Semarh estará no local para iniciar o cadastramento dos participantes. A inscrição é gratuita.


Discussões e plenárias

Dias: 2 e 3 de março (Sexta e sábado)

Horário: das 8 às 18 horas

Local: Hotel Serras de Goyaz, Avenida Paranaíba, n°13445, Centro.
Ponto de referência: Fica em frente ao Ginásio Rio Vermelho.

Informações: (62) 3201-5196
Com :Galtiery Rodrigues

Notícias


Orgânicos ajudam a preservar o Cerrado no Distrito Federal



Faça chuva ou sol, a cena se repete desde junho na feira orgânica da Estação Biológica, no fim da Asa Norte, em Brasília. A estrutura de lona protege as bancadas de madeira onde legumes, verduras, frutas e grãos de 15 agricultores familiares do Distrito Federal atraem dezenas de consumidores de todas as classes sociais nas manhãs de quinta-feira. Em poucas horas, tudo é vendido. 

Os produtos são certificados e vêm dos chamados “sistemas agroflorestais”, onde monocultura e veneno são palavras proibidas. Eles associam o cultivo de árvores e verdadeiros alimentos sem uso de agrotóxicos e adubos químicos com recuperação de solo, paisagens e serviços ambientais no Cerrado. O resultado são itens mais saudáveis, que agradam aos olhos e ao paladar. 

“Consumir orgânicos valoriza a agricultura familiar e ajuda a nossa saúde e a da natureza, pois deixamos de ingerir itens produzidos com agrotóxicos, valorizamos a biodiversidade e recuperamos a qualidade da terra onde se planta”, explica Gabriel Romeo, produtor e gerente da feira da Estação Biológica.

Além de supermercados, onde o custo é mais elevado, a produção de orgânicos no Distrito Federal pode ser encontrada em quase duas dezenas de feiras espalhadas pela região, se alternando durante os dias da semana. Os agricultores são todos de pequeno porte e, cada um com sua história, aos poucos vêm mudando a realidade produtiva em parte do Cerrado, e suas próprias vidas.

Batalha diária

Produtora em um dos primeiros assentamentos do Distrito Federal, em Sobradinho, a cearense Maria Roseli de Freitas (52) chegou à região com marido e seis filhos, há 17 anos. Peitando grileiros, políticos e a morosidade estatal, passaram um ano e meio debaixo de lona preta, acampados esperando por um lote.

Hoje ela planta e colhe pocã, mandioca, alface, cebola, jiló, pimentão, pimenta, banana, café, milho e mamão, sozinha. Também colhe belas flores com artesanato, cria galinhas no sistema Pais e produz biscoitos peta em uma fabriqueta. Tudo em parte dos 17 hectares de seu lote. Os alimentos são vendidos em feiras em Sobradinho e no Plano Piloto de Brasília. 

“Com mais plantas no assentamento melhora a paisagem e reduz o trabalho de limpeza do terreno, coberto com a vegetação que vai caindo”, conta Roseli. “No futuro, penso em abrir uma trilha ecológica até o rio e cavar tanques para criar peixes. Mas sem dinheiro para investir, por enquanto é tudo sonho, vontade”, disse Roseli, também vice-presidente da associação do Assentamento Contagem.

Metamorfose agrícola

Quatro dos oito hectares da chácara Vida Verde são dedicados à produção que, até 2007, seguia o modelo comum de tudo desmatar para abrir espaços à monocultura, basicamente de alface e chuchu. Há três anos, a propriedade no interior de Ceilândia baniu agrotóxicos e insumos químicos e cobriu a área com uma infinidade de espécies. 

“Graças a deus acordei. Minha vida mudou cem porcento, materialmente e psicologicamente. Hoje trabalho menos e ganho mais dinheiro do que no sistema antigo, pois a produção é diversificada e mais valorizada”, comemora o goiano Valdir de Oliveira.

Exemplo de sucesso produtivo, a propriedade recebe profissionais, professores e estudantes interessados em descobrir como recuperar a vitalidade de áreas agredidas pela agricultura tradicional. Da terra viva do Cerrado brotam hoje quiabo, maxixe, abóbora, chuchu, inhame, tomate comum e cereja, bananas, mandioca, cana-de-açúcar, feijão e maracujás. 

Ano passado foram colhidas mais de uma tonelada de tomate e outra tonelada de inhame, umas 2 mil varas de cana e quase 4 toneladas de chuchu. 

Outro segredo são as parcerias: um vizinho criador de gado troca adubo por capim, enquanto as flores amarelas da crotalária atraem os zangões que polinizam os maracujás. “De fora compramos às vezes apenas fósforo, para alguma correção rápida e pontual. De resto, toda a adubagem é orgânica, feita aqui mesmo”, conta Oliveira.

Produtos em falta

Conforme o coordenador do Programa de Agroecologia da Emater (Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural) Roberto Guimarães Carneiro, a entidade estimula desde 1999 a expansão dos cultivos orgânicos no Distrito Federal e, há quatro anos, a iniciativa foi reforçada por parcerias com Embrapa e CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico). Segundo ele, cerca de 8 mil das 20 mil propriedades rurais do DF têm perfil familiar.

"Estamos aplicando a chamada sustentabilidade em suas várias facetas, social, econômica e ambiental, e oferecendo aos produtores a possibilidade de permanecer no campo produzindo alimentos de grande qualidade", disse.

De acordo com Carneiro, a produção atual de orgânicos já não dá conta da demanda regional, e o déficit pode se tornar ainda maior com um plano do governo distrital para que orgânicos sejam preferência nas compras oficiais de alimentos para merendas escolares, hospitais e afins. 

"Já está faltando orgânicos no mercado. Por isso queremos ampliar os estímulos e atrair mais e mais produtores para esse segmento", comentou o engenheiro agrônomo.

No fim de setembro, foi publicado um edital pela Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal prevendo R$ 1,2 milhão para pesquisas em agricultura orgânica. A iniciativa financiará propostas de até R$ 200 mil, em áreas como irrigação, qualidade na pós-colheita, processamento e conservação de produtos orgânicos, fertilidade e uso do solo e nutrição de plantas. O edital pode ser consultado aqui.
 
Preços na balança

O discurso repetido por ruralista sobre o alto custo dos alimentos orgânicos parece cair por terra quando eles são adquiridos fora dos locais tradicionais.

Comparamos preços de seis itens* no dia 6 de outubro, descobrindo que os orgânicos vendidos na feira da Estação Biológica estavam em média 50% mais caros que os produtos convencionais e quase 300% mais baratos que os orgânicos vendidos em um grande supermercado na mesma região. 

Ou seja, um produto comum comercializado a um real no supermercado custaria quase R$ 4 se fosse oferecido como orgânico no mesmo local, ou seria vendido a R$ 1,50 nas pequenas feiras de orgânicos do Distrito Federal.

* beterraba, repolho, cenoura, cebola, banana prata, tomate cereja e couve.
Fonte: wwf Brasil

Notícias


Brasileiros esperam mais proteção para o Cerrado

© WWF-Brasil / Bento Viana
por Aldem Bourscheit

As chuvas que voltaram ao Centro-Oeste começam a devolver o verde ao Cerrado, apagando as marcas de mais uma temporada de incêndios que, este ano, castigaram especialmente o Distrito Federal e Minas Gerais. Todavia, a precária situação da segunda maior formação vegetal da América do Sul não é mais ignorada pela população.

Pesquisa nacional inédita encomendada pelo WWF-Brasil e realizada pelo Ibope revelou que oito em cada dez brasileiros apóiam a conservação e não querem mais desmatamento sem controle no Cerrado, que ocupa um quarto do território nacional e é reconhecido como a savana mais rica em vida do planeta. 

Foram realizadas 2 mil entrevistas pessoais e individuas com brasileiros a partir de 16 anos, em 141 municípios de todas as regiões. A margem de erro máxima sobre os resultados é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos.

Em apenas cinco décadas, metade da vegetação original do Cerrado foi eliminada e há menos de 3% de sua área efetivamente protegida. Conforme o coordenador do Programa Cerrado Pantanal do WWF-Brasil, Michael Becker, mesmo que seja comum uma grande aversão a desmatamento e outras formas de degradação quando estão em pauta questões ambientais, os resultados da pesquisa demonstram que a alarmante situação do bioma não é mais tolerada pela sociedade. 

“O Cerrado ainda é ignorado pelas políticas oficiais de conservação, todas muito lentas quando o assunto é ampliar sua área protegida e regular o avanço da fronteira agropecuária. O desmatamento ruma para o norte do Cerrado, onde ainda há um pouco de vegetação. Ao mesmo tempo, mesmo iniciativas de cunho mais político como a PEC do Cerrado* seguem entravadas no Congresso”, ressaltou Becker.

O trabalho também apontou que Amazônia, Mata Atlântica, Pantanal e Cerrado são, nessa ordem, as formações naturais mais reconhecidas e consideradas mais importantes pelos brasileiros, frente a características como variedade de animais e plantas, tamanho, necessidade de conservação, capacidade de fornecer água e ar puro e, ainda, quanto a seu potencial econômico. Em seguida, vêm a Caatinga e o Pampa.

Logo, quanto mais um bioma for conhecido e exposto na mídia, por exemplo, maior a percepção pública sobre sua importância e vulnerabilidade. Por isso, Amazônia e Mata Atlântica foram mais lembrados como representativos do Brasil, e também como os mais devastados. 

“Está claro que uma presença mais forte do Cerrado no dia-a-dia dos brasileiros, revelando seus valores, biodiversidade e paisagens distintas, é essencial para que a população possa reconhecer sua importância e apoiar sua conservação”, comentou Becker. 

* Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que reconhece o Cerrado e a Caatinga como “patrimônios nacionais”, assim como já o são a Mata Atlântica, Amazônia, a Serra do Mar, o Pantanal e a Zona Costeira. Nesse sentido, no Senado já foi aprovada a PEC 504/2010, enquanto na Câmara tramita a PEC 115/95, pronta para entrar na pauta do Plenário desde 2006. Com essa medida aprovada, essas formações deveriam ser utilizadas de maneira a assegurar sua preservação e a melhoria da qualidade de vida dos brasileiros.


Fonte: WWF Brasil

Notícias


Análises sobre Código Florestal serão apresentadas amanhã na Frente Parlamentar Ambientalista
                                                                        © Ibama

A Frente Parlamentar Ambientalista recebe amanhã, quarta-feira (29/2),  no seu tradicional café-da-manhã, de 8h30 às 10h, no Anexo IV, da Câmara dos Deputados,  o jornalista Leão Serva e as geógrafas Regina Araújo e Paula Watson para apresentação de novas análises sobre o que está em jogo na reforma do Código Florestal.

A pergunta O Congresso brasileiro vai anistiar redução de florestas em pleno Século 21? inspirou o jornalista Leão Serva, criador do portal IG e ex-diretor do jornal DCI, a se debruçar sobre o processo de discussão da reforma do Código Florestal, o impacto da supressão de vegetação de áreas de proteção permanente  (Apps) e as conseqüências da anistia a desmatamentos ilegais, previstas no texto.

Já Regina Aráujo, doutora em Geografia pela USP, e Paula Watson, também  formada em geografia pela USP, realizaram a análise a partir do questionamento: De onde vem a força do agronegócio? para mostrar quem ganha e quem perde na estruturação e financiamento do agronegócio  brasileiro. Ao final da apresentação será apresentada uma animação que evidencia a correlação de forças e interesses e distribuída publicação com as análises.

O evento é uma realização do Comitê Brasil em Defesa das Florestas e do Desenvolvimento Sustentável e WWF-Brasil.

AGENDA:

O que: Café da Manhã da Frente Parlamentar Ambientalista

Quando: 29 de Fevereiro, de 8h30 às 10h

Onde: Anexo IV da Câmara dos Deputados

Notícas


Áreas úmidas: mudanças no Código Florestal condenam ambiente e modos de vida à devastação







                                                                         © Juan Pratginestos / WWF-Canon





A maioria das pessoas – mas não os cientistas – desconhece o efeito devastador da mudança proposta pelos ruralistas na medição da Área de Proteção Ambiental em torno de corpos d’água – rios, lagos etc. Além de tentar reduzir a faixa de proteção, os desmatadores querem que a medição desta faixa seja feita a partir do “leito regular” do corpo d’água.

Apenas esta manobra, entretanto, exporia à destruição milhares de quilômetros de florestas, ecossistemas importantíssimos e o meio de vida de milhares de brasileiros em área úmidas, segundo a maioria dos especialistas no assunto. Para o WWF-Brasil, não é diferente. “Nossa preocupação é a mesma dos cientistas”, disse Maria Cecília, secretária-geral organização.

Ela alerta para o fato de que a mudança expõe áreas nas quais populações inteiras aproveitam, durante a vazante, as áreas fertilizadas pelas cheias.

Ocorre que mais de 20% do território nacional podem ser classificados como áreas úmidas, em sua maioria densamente florestadas. Daí a necessidade de um tratamento diferenciado para esses ambientes pelas leis brasileiras, incluindo o Código Florestal.

Na bacia Amazônica as áreas úmidas correspondem a um total de 30%, cerca de 1.800.000 km². Deste total, mais de 400.000 km² compreendem as áreas alagáveis ao longo do rio Amazonas e seus grandes tributários. Por outro lado, apenas o Pantanal cobre uma área de 160.000 km2, sendo 85% desta área em território brasileiro.

A doutora em Ecologia Maria Tereza Fernandes Piedade, do Instituto de Pesquisas da Amazônia (Inpa), na região Amazônica, por exemplo, a diferença entre os níveis altos e baixos da inundação pode ser de mais de 10 metros.

“Isto quer dizer que as florestas alagáveis somente serão protegidas se for considerando o nível superior da cheia pare efeito de medição da faixa de proteção ambiental”, assegurou Maria Piedade.

Apenas essas faixas ao longo dos rios representam um total superior a 400.000km2, atualmente sob a responsabilidade da Secretaria de Patrimônio da União (SPU), e moradia de cerca de 2 milhões de pessoas, considerando apenas os estados do Amazonas e Pará (IBGE, 2010).

No Pantanal, chamado de um ecossistema de pulso, a referência à largura da calha regular não aborda o mais importante dos aspectos nesse tipo de sistema, que é a extensão e expansão lateral dessas áreas úmidas, que varia ao longo da paisagem e do ano.

Por exemplo, na entrada da planície Pantaneira, a área úmida do Rio Cuiabá é estreita, mas dentro da planície é muito larga, apesar de o leito regular ter a mesma largura. Desta forma, é evidente que a proteção eficiente das áreas só é possível usando o nível máximo de inundação como ponto de referência.

Brejo não! – Grande parte dos brasileiros não entende a importância de proteger “um brejo”. Mas não é bem assim. Para começar, são vários os tipos de área úmidas do país, incluindo os tais brejos.

As áreas úmidas ocorrem em todas as regiões brasileiras e chegam a cobrir centenas de milhares de quilômetros quadrados, podendo ser divididas nas seguintes categorias: áreas alagáveis ao longo de grandes rios de diferente qualidade de água [águas brancas (várzeas) pretas e claras (igapós)], baixios ao longo de igarapés de terra firme, áreas alagáveis nos interflúvios (campos, campinas e campinaranas alagáveis, campos úmidos, veredas, campos de murunduns, brejos, florestas paludosas) e áreas úmidas do estuário (mangues, banhados e lagoas costeiras).

E que importância as áreas úmidas têm, afinal? Um dos aspectos mais importantes desses ecossistemas em comparação a outros é o valor dos serviços ambientais que eles proporcionam para a sociedade e meio ambiente: estocagem e limpeza de água, recarga do lençol freático, regulagem do clima local, manutenção da biodiversidade, regulagem dos ciclos biogeoquímicos, estocagem de carbono, e habitat para inúmeras espécies, endêmicas ou não.

Acima de tudo, estes ambientes são fundamentais – com seus ciclos de cheias e vazantes – para a economia dos que os habitam. São importantes para o homem e seu modo de vida, ou seja, para pesca, agricultura de subsistência, coleta produtos madeireiros e não-madeireiros e, em áreas abertas savânicas, para a pecuária extensiva.

Mas tem mais: diante do agravamento dos efeitos das mudanças climáticas – um dos quais é o asseveramento das secas – as áreas úmidas representam verdadeiros bancos de vida, uma “esponja”, absorvendo e guardando água, para liberá-la lentamente, mantendo por mais tempo a disponibilidade do precioso líquido e reduzindo o impacto do aquecimento global sobre a biodiversidade e as comunidades em seu entorno.

Problemas rio abaixo – A mudança na legislação brasileira não afetará somente a nós, brasileiros. Esta é a opinião de Pierre Gerard, pesquisador do Centro de Pesquisas do Pantanal. “Tudo o que se faz rio acima, se reflete rio abaixo”, sentencia o especialista.

Gerard alerta que o Pantanal é uma área de sedimentação. “Com a redução das matas ciliares, é de se supor que haverá mais erosão e consequentemente maior sedimentação no Pantanal. Isto vai transformar a região em uma espécie de barragem, que reduzirá a oferta de água para o Paraguai e Argentina. Durante as secas, o problema vai se agravar”, prevê o cientista.

Assim como o Pantanal, é de se prever que mudanças tão danosas ao ambiente em um país continental como o nosso irá atingir negativamente a todos os países da América do Sul.

E isto sem considerar o aumento de emissões de gases de efeito estufa causado pelo desmatamento e nas mudanças dos ciclos de chuvas comandados pela Amazônia para a América do Sul e para o planeta.

 Nossa responsabilidade é grande demais para ficar à mercê de interesses econômicos de uma minoria de ruralistas.



Fonte: WWF Brasil

Notícias


Dinalva Heloiza

Piso nacional do professor é definido em 


R$ 1.451


O Ministério da Educação (MEC) fixou o novo valor do piso nacional do magistério em R$ 1.451 para 2012, um aumento de 22,22% em relação a 2011. Conforme determina a lei que criou o piso, o reajuste foi calculado com base no crescimento do valor mínimo por aluno do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb), no mesmo período anual.

A Lei do Piso determina que nenhum professor pode receber menos do que o valor determinado por uma jornada de 40 horas semanais. Questionada na Justiça por governadores, a legislação foi confirmada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no ano passado.

A aplicação do piso é obrigatória para estados e municípios, de acordo com a lei federal número 11.738, de 16 de junho de 2008. Estados e municípios podem alegar não ter verba para o pagamento deste valor e, com isso, acessar recursos federais para complementar a folha de pagamento. Desde 2008, no entanto, nenhum estado ou município recebeu os recursos porque, segundo o MEC, não conseguiu comprovar a falta de verbas para esse fim. Em 2011, o piso foi R$1.187 e em 2010, R$ 1.024. Em 2009, primeiro ano da vigência da lei, o piso era R$ 950.

Alguns governos estaduais e municipais criticam o critério de reajuste e defendem que o valor deveria ser corrigido pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), como ocorre com outras carreiras.

Fonte: Portal Brasil

Notícias

Dinalva Heloiza


Educação Financeira, Banco Central




O Banco Central possui um Programa de Educação Financeira para tentar se aproximar mais dos cidadãos brasileiros e disseminar os conhecimentos sobre economia e finanças.

O programa prevê ações educativas de curto, médio e longo prazo para a população em geral e estudantes de todos os níveis e está estruturado em cinco pilares básicos:

- Planejamento Financeiro: como administrar melhor o dinheiro, noções sobre orçamento (empresarial ou doméstico), compras a prazo, aplicações, consumo planejado

- Economia: conhecimentos básicos sobre inflação, taxas de juros, variação cambial, indicadores econômicos, poupança, dívidas interna e externa, além de outros temas da atualidade, relacionados ao dia-a-dia das pessoas;
- Operações Financeiras: conceitos bancários, tipos de operações, o que são e como funcionam os agentes financeiros, direitos e deveres do correntista, denúncias e reclamações, relacionamento com o Banco Central (entidades reguladoras e de supervisão etc.), microfinanças (microcrédito e cooperativas);

- Banco Central: o que são, como agem, funções, limites de atuação tanto do Banco Central do Brasil e demais bancos centrais mundiais;

- Meio Circulante: uso e preservação de cédulas e moedas; combate à falsificação; história do dinheiro.

Ações implementadas pelo Programa de Educação Financeira:


Projeto Museu-Escola

Visitas monitoradas de escolas ao Museu de Valores (DF), onde são desenvolvidas atividades lúdico-pedagógicas adequadas à faixa etária e ao nível de escolaridade da turma. São atendidas, anualmente, cerca de 15 mil estudantes das escolas públicas e privadas do Distrito Federal e entorno. Nas visitas de grupos escolares, que precisam ser previamente marcadas, os estudantes recebem informações sobre o dinheiro e sua história, além do papel do Banco Central. Ao final das visitas, são entregues publicações do Museu de Valores e do Programa de Educação Financeira .

Projeto O Museu Vai à Escola
Extensão do Projeto Museu-Escola, este projeto leva palestras e exposições às escolas do Distrito Federal e do entorno com o objetivo de divulgar a história do dinheiro no Brasil e no mundo. Faz uso de recursos audiovisuais e de publicações do Museu de Valores e do Programa de Educação Financeira.

Projeto BC Jovem

Área do site do Banco Central destinada ao público infanto-juvenil com o objetivo de educar financeiramente esse público. Encontra-se em reformulação, mas seu conteúdo está disponível para visitas. Em breve, terá área de apoio para pais e professores, novos jogos e conteúdos, segmentados em três faixas etárias, para os ensinos fundamental e médio.

Projeto BC e Universidade

Palestras mensais, ministradas por servidores do Banco Central nos auditórios do edifício-sede, dirigidas aos estudantes de nível superior, esclarecendo a atuação e as funções da Organização. As palestras são retransmitidas para todas as gerências-regionais do Banco Central. Os presentes recebem a cartilha “Banco Central, Fique por Dentro” além de publicações vinculadas aos temas das palestras. É possível baixar os conteúdos das palestras até 2009. Desde então, por conta de obras nos auditórios, o projeto está paralisado.
Fonte: Bacen

Notícias


Dinalva Heloiza

Em Fortaleza, presidenta visita obras do PAC e anuncia R$ 2 bilhões em investimentos para o Metrô de Fortaleza

A presidenta Dilma Rousseff anunciou no dia 27 de fevereiro, investimentos no valor de R$ 2 bilhões para ampliar o Metrô de Fortaleza. Em cerimônia na Estação Virgílio Távora, em Maracanaú, ela afirmou que a ampliação do metrô vai provocar uma “revolução” no transporte de massa. Segundo a presidenta Dilma, outras cidades, como Belo Horizonte, Curitiba, Porto Alegre e Salvador, também estão recebendo recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) para ampliar e melhorar a mobilidade urbana, deixando para trás o tempo em que não se investia em metrô no Brasil.

Uma região metropolitana que cresce precisa ter transporte de massa de qualidade, rápido, seguro e confortável”, disse a presidenta, após o deslocamento de trem entre as estações Raquel de Queiroz e Virgílio Távora.

A viagem foi feita em um vagão fabricado na cidade de Barbalha, no Ceará, o que, segundo Dilma Rousseff, demonstra a importância de o Brasil avançar na logística do metrô. Por isso, acrescentou, o governo federal vai investir R$ 1 bilhão em recursos do Orçamento da União na ampliação do Metrô de Fortaleza e outros R$ 1 bilhão serão financiados.

Eu considero muito importante para o governo federal a construção e a expansão da rede de metrô, porque o Brasil mudou. O governo federal tem que ajudar os governos estaduais a transformar a vida urbana das médias e grandes cidades. O metrô é uma realidade em todas as grandes cidades do mundo. E é legítimo que Fortaleza tenha essa estrutura”, acrescentou a presidenta que fez ainda uma visita às obras do Eixo de Integração Castanhão-Pécem, outra obra do PAC.

Ainda em Fortaleza, a presidenta Dilma visitou o Projeto Vila do Mar de urbanização da orla, abrangendo os bairros de Pirambu, Cristo Redentor e Barra do Ceará. O Projeto vai retirar as famílias que se encontravam em áreas de risco e levá-las para conjuntos habitacionais.
De acordo com a Prefeitura de Fortaleza, aproximadamente 300 mil pessoas serão beneficiadas com a construção de 1.710 novas habitações, além da melhoria da infraestrutura nos bairros. O Projeto também prevê a construção de 14 quadras esportivas, quiosques padronizados e equipamentos culturais.

Fonte: Portal Brasil

Notícias

Dinalva Heloiza

Dilma Roussef entrega 480 moradias e anuncia R$ 2 bilhões em investimentos pelo PAC Mobilidade para a cidade de Recife.


A presidenta Dilma Rousseff, fez a entrega hoje (28), em Recife, de 480 moradias do Conjunto Habitacional Via Mangue que são destinadas às famílias que antes viviam nas palafitas às margens do Rio Capiberibe. Após visitar a unidade habitacional que receberá a família de Márcia Maria dos Santos, a presidenta fez a entrega simbólica das chaves em cerimônia com o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, e o prefeito João da Costa.

“Se você tem um sonho, continue sonhando, porque um dia ele se tornará realidade. Nós vamos ser muito felizes nesse lugar. Nós podemos dizer que temos uma casa digna para criar nossos filhos”, disse a vendedora Márcia Maria, 36 anos, mãe de duas filhas.

O Conjunto Habitacional Via Mangue é uma obra do Programa de Aceleração do Crescimento num total de 992 unidades habitacionais. No discurso, a presidenta Dilma ressaltou a importância do acesso da população à casa própria e lembrou os benefícios advindos da criação do programa Minha Casa, Minha Vida.

“Naquela época, falar ao Brasil que iríamos elaborar um programa de casa própria para a população era um verdadeiro escândalo. O programa Minha Casa, Minha Vida dá certo, porque centra atenção numa questão fundamental, que é a casa própria. Para que a população tenha casa, o governo necessita contribuir. O dinheiro é originário da Caixa Econômica e é destinado a compra da casa. Isso é o que está permitindo que cada vez mais pessoas adquiram suas casas.”

A presidenta Dilma também anunciou R$ 2 bilhões em investimentos pelo PAC Mobilidade Urbana para a infraestrutura viária de Recife e para a navegabilidade do Rio Capiberibe. Metade destes recursos sairá do Orçamento Geral da União. A outra metade será financiada ao estado e ao município.

“Nós não podemos relegar, abandonar, deixar as nossas cidades degringolarem, entrar em decadência. Por isso, essa iniciativa que tomamos hoje, em investir R$ 2 bilhões em parceria com o governador e prefeito”, afirmou.

Segundo a presidenta, o Brasil, que antes experimentou um modelo de crescimento excludente, agora distribui renda e melhora a vida da população.

“Muitos países crescem, mas, na maioria, a renda não se distribui, se concentra. Uns ficam mais ricos e outros pobres. A diferença do nosso modelo é que nós queremos um crescimento em que, ao mesmo tempo que o país cresce, o povo cresce junto. A primeira prioridade deve ser o acesso do povo brasileiro à riqueza que o país produz.”

Fonte: Portal Brasil

Notícias

Dinalva Heloiza

Presidenta afirma que governo reconstruirá base brasileira na Antártica.


A presidenta Dilma Rousseff afirmou hoje (28) que o governo vai reconstruir as instalações da Estação Comandante Ferraz, na Antártica, onde ocorreu um incêndio no último sábado que vitimou dois militares da Marinha. A presidenta Dilma disse que algumas modernizações na base já estavam previstas antes do acidente. Ela lamentou mais uma vez o ocorrido e exaltou a atuação dos militares mortos no acidente.

“Nós vamos reconstruir. O mais grave é que você perdeu vidas. Os dois sargentos tiveram uma atuação extremamente heroica.”

Em entrevista coletiva concedida em Recife, Dilma Rousseff comentou também que os dois militares “não titubearam em arriscar suas vidas para salvar as pessoas que estavam na Estação Comandante Ferraz”, o que justifica as homenagens feitas com as medalhas post mortem concedidas pelo Ministério da Defesa e pela Marinha.

“É um reconhecimento do país a esses heróis e é importante que a gente reconheça esse fato até para as famílias. É um momento de perda e um momento em que nós percebemos que este é um país formado de heróis anônimos”, concluiu ela.

Fonte: Portal Brasil

Postagens