Dinalva Heloiza
Hoje, 7 de setembro, dois dias depois de completar meus 6.7 de idade, me pego caminhando pelas lembranças da infância. Volto, através da memória, aos chamados anos dourados, àquele tempo em que o mundo parecia imenso, mas cabia inteiro dentro de um olhar curioso, de uma brincadeira, de um quintal, de um sonho inventado sem limites.
Talvez seja por isso que,
ainda hoje, quando observo uma criança, alguma coisa em mim reconhece aquele
tempo. Pequenos Sóis, cheios de luz, pureza, espontaneidade e uma sabedoria que
muitas vezes nós, adultos, desaprendemos. Há algo profundamente revelador na
maneira como enxergam o mundo: seus gestos serenos, suas perguntas
desconcertantes, suas palavras fortes e inocentes, seus sorrisos sem cálculo e
essa imaginação sagaz capaz de transformar o pequeno em infinito.
E então penso que talvez sejam
eles, os pequenos, que ainda nos ensinam a enxergar aquilo que a vida adulta,
tantas vezes, nos fez esquecer.














