Presidente Lula fará nesta terça-feira o tradicional primeiro discurso do Debate Geral, em uma Assembleia marcada por guerras, crise climática, inteligência artificial, governança global e disputa pela confiança nas instituições.
Dinalva Heloiza – Jornalista Voluntária do UNV*
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva fará o tradicional primeiro discurso do Debate Geral, mantendo a histórica posição ocupada pelo Brasil na abertura da Assembleia. Entre os assuntos que devem estar no centro de sua participação estão a defesa do multilateralismo, soberania e defesa da democracia, e ainda não interferência de outros países em decisões nacionais, além da busca por soluções diplomáticas para conflitos, a reforma do Conselho de Segurança da ONU, as mudanças climáticas e os impactos da inteligência artificial.
A paz e a segurança internacional aparecem entre os principais desafios da agenda. A ONU chega à nova sessão diante de guerras prolongadas e crises humanitárias, enquanto a diplomacia enfrenta o desafio de recuperar sua capacidade de negociação e prevenção de conflitos.
Outro eixo fundamental será o clima. Na quarta-feira, 23 de setembro, acontece o Climate Summit 2026, que deverá discutir transição energética, financiamento climático, adaptação, justiça climática, oceanos e industrialização verde. O encontro ganha importância adicional porque antecede a COP31, marcada para novembro, na Turquia. Para o Brasil, a agenda climática também está relacionada à Amazônia, à biodiversidade e às oportunidades econômicas da transição para uma economia de baixo carbono.
A inteligência artificial também chega ao centro da diplomacia internacional. Governos e organismos multilaterais discutem como aproveitar o potencial da tecnologia sem ampliar desigualdades, vigilância, desinformação e riscos à segurança. A questão deixa de ser apenas tecnológica e passa a envolver governança, responsabilidade, transparência e soberania digital.
Para o jornalismo e a comunicação, essa transformação é especialmente relevante. A expansão da IA generativa, dos agentes autônomos e das novas ferramentas de busca está modificando a maneira como as pessoas encontram informação, produtos e serviços. SEO, Google, publicidade digital, Meta, produção de conteúdo e branding começam a convergir para uma nova disputa: não apenas por audiência, mas por credibilidade e confiança.
A agenda internacional também dialoga diretamente com a economia criativa. Cultura, turismo, gastronomia, audiovisual, tecnologia e comunicação estão cada vez mais conectados ao desenvolvimento das cidades. Em Goiânia, esse movimento abre oportunidades para negócios e projetos que associem identidade local, inovação, experiências culturais, gastronomia e turismo.
No fim, os diferentes temas da Assembleia convergem para uma questão central: como reconstruir confiança em um mundo que está mudando rapidamente?
Paz, clima, tecnologia, jornalismo, negócios e cultura parecem assuntos distintos, mas estão cada vez mais interligados. E é justamente nas cidades, nas empresas e na vida cotidiana que as grandes decisões discutidas em Nova York acabam produzindo seus efeitos.
Para o Gyn Go Cities, acompanhar a Assembleia Geral da ONU é também observar o futuro das cidades, da comunicação, da economia criativa e da inovação — e entender como as grandes transformações globais poderão chegar até Goiânia.
UNV* - Programa de Voluntariado das Nações Unidas


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