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quinta-feira, dezembro 15, 2016

A Cidade Maravilhosa do Rio de Janeiro, é 1ª paisagem cultural urbana declarada Patrimônio Mundial da UNESCO.

Dinalva Heloiza

O Reconhecimento chama atenção para as relações peculiares entre cidade e natureza que são observadas na capital fluminense. A Cerimônia de entrega do certificado da Agência da ONU - a UNESCO, aconteceu na terça-feira (13), aos pés do Cristo Redentor.




Vice-Prefeito do Rio de Janeiro Adilson Pires e Patrícia Pires, coordenadora de cultura da UNESCO no Brasil.

O Rio de Janeiro recebeu na tarde do dia 13 de dezembro de 2016, o certificado de Patrimônio Mundial, na categoria Paisagem Cultural. O título recebido em 2012, foi conferido oficialmente pela UNESCO numa cerimônia no Centro de Visitação das Paineiras.

Durante a cerimônia foi empossado o comitê gestor, que vai cuidar da preservação da paisagem. A orla de Copacabana, o Parque do Flamengo e o Jardim Botânico estão entre os locais que deram ao Rio o título.

O certificado oficial demorou quatro anos para ser entregue ao Rio, porque após a vitória da candidatura da cidade, foi necessário que as autoridades fizessem o dever de casa e apresentassem um relatório detalhando como o patrimônio será preservado.


Tivemos que explicar como será o monitoramento dos sítios, estabelecer indicadores. O documento foi entregue em fevereiro de 2014, ocorrendo a avaliação da UNESCO em 2015.  Como ele foi aprovado ano passado, só agora se tornou oficial — explica Marcelo Brito, diretor do Departamento de Articulação e Fomento do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

Reconhecida como uma das cidades mais belas do mundo, o Rio de Janeiro encontra na relação entre homem e natureza a âncora para o seu título de primeira paisagem cultural urbana declarada Patrimônio Mundial, o que foi conferido de forma inédita pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO).

Anteriormente, os sítios reconhecidos nessa tipologia eram relacionados a áreas rurais, sistemas agrícolas tradicionais, jardins históricos e outros locais de cunho simbólico. A cidade do Rio de Janeiro passou, em 1º de julho de 2012, a ser a primeira área urbana no mundo a ter reconhecido o valor universal de sua paisagem urbana.

Até o reconhecimento internacional, foram quatro anos de trabalho conjunto entre o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), o Ministério do Meio Ambiente e a Associação de Empreendedores Amigos da UNESCO, além dos governos estadual e municipal do Rio de Janeiro e parceiros privados e públicos, que criaram os Comitês Institucional e Técnico para a elaboração do dossiê de candidatura.

A entrega oficial do documento de inscrição do Rio de Janeiro na Lista do Patrimônio Mundial da UNESCO aconteceu na terça-feira (13), às 17h, em cerimônia que ocorreu aos pés do Cristo Redentor, no Corcovado, e contou com a presença da presidente do IPHAN, Kátia Bogéa, do vice - prefeito do Rio de Janeiro, Adilson Pires, da coordenadora de Cultura da UNESCO no Brasil, Patrícia Reis, além de representantes do governo do estado.

De acordo com a presidente do IPHAN, Kátia Bogéa, o título trouxe ao cenário nacional e internacional o desafio de construir novos parâmetros para as políticas de patrimônio com vistas à proteção e à gestão de um bem tão peculiar e com característica singular em todo o mundo.

O representante da UNESCO no Brasil, Lucien Muñoz, ressalta que, assim como foi o reconhecimento de Brasília há 30 anos, o título do Rio de Janeiro também foi inovador. Para ele, a convivência da cidade maravilhosa com sua rica paisagem natural indica desafios permanentes para assegurar a perenidade dos atributos únicos que levaram a cidade a ser inscrita na Lista do Patrimônio Mundial da UNESCO.

Entre os principais elementos que contribuíram, para tornar excepcional e maravilhosa a cidade que nasceu e cresceu entre o mar e a montanha, estão o Pão de Açúcar, o Corcovado, a Floresta da Tijuca, o Aterro do Flamengo, o Jardim Botânico e a famosa praia de Copacabana, além da entrada da Baía de Guanabara. As belezas cariocas incluem o Forte e o Morro do Leme, o Forte de Copacabana e o Arpoador, o Parque do Flamengo e a enseada de Botafogo, entre outros elementos.

Na entrega do documento que aconteceu em 2014, o Rio de Janeiro se comprometia a, entre outros itens, recuperar os monumentos do Parque Nacional da Tijuca, como fontes, bicas e capela, e reformar postos de salvamento da orla de Copacabana.


Mas os maiores desafios mesmo, estão caracterizados pelo Parque do Flamengo e a orla de Copacabana. Os quiosques possuem padrão definido, e necessitam de fiscalização. Não será mais permitido, a antiga modalidade do “puxadinho”, nem tampouco a visão de antenas de celular nos postes do Parque do Flamengo. A Unesco é muito rigorosa — é o que afirma, Washington Fajardo, diretor do Instituto Rio Patrimônio da Humanidade, lembrando que o título pode ser cassado se a paisagem for alterada de forma significativa.

Plano gestor do Patrimônio Mundial

Uma extensa programação antecedeu a cerimônia de certificação que ocorreu no Centro de Visitantes das Paineiras, localizado no Parque Nacional da Tijuca (RJ), área que integra o sítio declarado pelo Comitê do Patrimônio Mundial.

Durante o evento, ocorreu a instalação oficial do Comitê Gestor do Sítio Patrimônio Mundial, coordenado pelo IPHAN, composto por 20 membros que incluem representantes do Instituto, dos Ministérios da Defesa e Meio Ambiente, da Prefeitura, do governo do estado do Rio, da UNESCO, além da sociedade civil e organismos não governamentais, como o Conselho Internacional de Monumentos e Sítios (ICOMOS), Associações de moradores do município do Rio de Janeiro, entre outros.

O Plano de Gestão do Sítio, “Rio de Janeiro, Paisagens Cariocas, entre a Montanha e o Mar”, aprovado ano passado na Sessão do Comitê do Patrimônio Mundial, em Bonn, na Alemanha, foi apresentado na ocasião e conta com a contribuição de diferentes agentes do setor público nas esferas federal, estadual e municipal, como também do setor privado e da sociedade civil.

O Plano foi uma das abordagens que aconteceu durante a realização da mesa-redonda técnica que ocorreu sobre a gestão de paisagens culturais, e tem como princípio a gestão integrada entre órgãos e agentes de preservação da cultura e da natureza. Foram também debatidas as experiências do Rio, bem como a de Sevilha, na Espanha, com bens culturais também declarados Patrimônio Mundial. A cidade espanhola desenvolveu o seu Guia de Paisagem, que foi abordado pela Direção do Laboratório de Paisagem do Instituto Andaluz de Patrimônio Histórico.

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O evento contou em sua sequência com a inauguração da sinalização Rio Patrimônio Mundial e o lançamento da publicação “Rio de Janeiro: paisagens cariocas entre a montanha e o mar”, editada pela UNESCO e pela Editora Brasileira de Arte e Cultura.

Com informações da UNESCO e ONU Brasil

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