Unesco faz recomendação inédita para uso ético da neurotecnologia - Orientações entraram em vigor no dia 12 de novembro de 2025.
Dinalva Heloiza
A possibilidade de acessar, monitorar e até modificar a atividade do cérebro humano já não pertence mais ao campo da ficção científica. Presente em implantes cocleares, que restauram a audição, e em estimuladores cerebrais utilizados no tratamento de doenças como Parkinson e depressão, a neurotecnologia vem ganhando espaço em escala global, com dezenas de milhares de usuários em todo o mundo.
No entanto, à medida que essa tecnologia avança para além da medicina — alcançando áreas como educação, mercado de trabalho, consumo e entretenimento — cresce também a preocupação com seus impactos éticos, sociais e legais. O acesso direto ao cérebro humano, às emoções, aos padrões de comportamento e até à personalidade impõe desafios inéditos à proteção dos direitos fundamentais.









