Dinalva Heloiza
A igualdade de gênero, ainda que amplamente debatida, segue como um dos maiores desafios do nosso tempo — e, segundo a ONU Mulheres, também como uma das maiores oportunidades de transformação social e econômica do século. O relatório “Negócios Inacabados: Setor Privado e Igualdade de Gênero – Transformando Compromissos Corporativos em Igualdade para Todas as Mulheres e Meninas”, lançado recentemente, reforça que as empresas não podem mais tratar a igualdade de gênero como uma opção, mas como um dever ético, humano e estratégico.
A análise, que avaliou milhares de empresas em 117 países,
aponta um dado alarmante: apesar de avanços pontuais, a desigualdade de gênero
ainda permeia todas as esferas do mercado de trabalho. As mulheres representam
apenas 39% da força laboral global, continuam concentradas em cargos de
menor remuneração e sofrem uma lacuna salarial média de 20% em relação
aos homens.
Além disso, a inação custa caro: a desigualdade de gênero nos ganhos ao longo
da vida representa uma perda de US$ 160 trilhões em riqueza global — um
impacto que não é apenas econômico, mas humano e civilizatório.









